Eu quebro um espelho sem medo, porque tenho mais medo do que nele vejo do que dos sete anos de azar que ganharei cometendo tal ato. Não me sinto bem em casa. Prefiro a rua, prefiro bancos de praça, mas se você me propuser o teto da sua casa, eu aceitarei, e não se engane, não digo teto como figura de linguagem, digo literalmente, me proponha e então veras. Subirei nele, e tentarei tocar o céu, afinal, me sentirei mais perto dele. Pularei, pularei, até o teto se quebrar, enquanto não, continuarei a pular. Se vou numa festa, admiro alguém, vou logo o chamar pra dançar, não tem essa de esperar, não vou deixar alguém tomar o meu lugar, não vou pra casa com vontade de com ele bailar. No piano prefiro o grave, é contraditório, mas o acho mais suave. Opa, agora me vou lá. Está soando o farfalhar, o relógio não para de batucar, e tem gente o teto inteiro (ainda) querendo me dar. É que essa gente na verdade, também o céu quer tocar, mas elas não são loucas o bastante para o teto quebrar, por isso me chamam, para lhes dar o céu de presente. Para que uma hora dessas elas possam a luz do luar, depois de jantar, com seus amados bailar.
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
O Baile.
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